Crise na Justiça do Trabalho e na advocacia

Crise na Justiça do Trabalho e na advocacia

E mais uma vez a população, em especial, os trabalhadores podem sofrer por falta da atividade jurisdicional, que em nosso país é absurdamente lenta. Se por um lado a Constituição Federal de 1988 ampliou o acesso ao judiciário, este por sua vez pouco avançou para prestar um serviço mais célere e adequado à sociedade.

Ressalte-se que nenhuma notícia oficial confirmou até o momento que a Justiça do Trabalho fechará suas portas, e a OAB/SP está atenta a essa questão, para tomar as medidas que estejam ao seu alcance para evitar o prejuízo dos trabalhadores e dos advogados que dependem do funcionamento da justiça.

Em meio à crise na Justiça do Trabalho, tantos outros setores da economia também vêm sofrendo com a crise econômica instalada no país há meses, e a advocacia não está imune à crise.

Ao que parece, pelas análises da economia, essa crise tem vários motivos, mas o descontrole das contas públicas parece ser um dos principais problemas e que lição se pode tirar disso tudo” A falta de planejamento e controle de nossos gastos podem nos colocar em situação de vulnerabilidade.

O advogado deve buscar estar preparado para os momentos de crise. Muitas vezes advogados se desiludem com a advocacia, quando na verdade o que os desencantou não foi a advocacia e o Direito, mas a falta de planejamento.

Investir todo capital na montagem de um escritório no início da carreira, não é garantia de ter clientes e faturamento, bem como buscar os melhores cursos de pós-graduação também não garante que os clientes virão.

Pensando nisso a OAB Guarulhos está fortalecendo sua parceria com o SEBRAE, pois o advogado como todo empreendedor precisa saber planejar e administrar seu negócio.

Algumas iniciativas podem auxiliar o advogado que pretenda constituir seu próprio escritório, o co-work, o escritório virtual, o rateio de despesas, podem ser soluções mais adequadas para o início da carreira, do que investir todo o seu capital em instalações próprias que gerarão altos custos de manutenção.

A qualificação constante é primordial, estruturar seu escritório também, mas isso não pode onerar sobremaneira seu orçamento, é necessário criar uma reserva financeira para dar tranquilidade nas oscilações do mercado e servir como um capital de giro, em suma, o advogado que pretende ter seu próprio escritório, deve buscar qualificar-se também na arte de administrar.

Alexandre de Sá Domingues

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